Chega de Saudade
João Gilberto · Chega de Saudade (Odeon, 1959) / 78 rpm de agosto de 1958 · 1958
João Gilberto gravou "Chega de Saudade" com violão acústico de cordas de nylon — o Di Giorgio Tárrega, associado a ele desde essa época — captado por um microfone dedicado no estúdio da Odeon, sem amplificador nem efeitos. Como não existe amplificação na gravação original, os valores de knob aqui são estimados: servem para quem quer reproduzir o timbre plugado, com ganho no mínimo, graves recuados e médios presentes. O segredo do som está mais na mão direita e na dinâmica baixa do que em equipamento.
De onde vêm esses números: chute com base no som do disco — bom ponto de partida, não é o ajuste oficial
Afinação
Afinação padrão, sem capotraste
Guitarra
- Di Giorgio Tárrega (violão de cordas de nylon) · nenhum (violão acústico, sem eletrônica)
- Cordas de nylon La Bella (tensão média/alta)
Amplificador
Sem amplificador — violão captado por microfone
Relatos da sessão na Odeon descrevem João com dois microfones à frente, um para a voz e outro para o violão, sem amplificação; o violão dele não tinha captador.
Amplificador
Cubo acústico / canal limpo (para reproduzir ao vivo)
Ajuste de referência para quem vai tocar com violão de nylon plugado: ganho no mínimo, graves recuados para não embolar o baixo do polegar, médios à frente e só um fio de reverb.
Caráter do timbre
nylon seco e íntimo · graves curtos e definidos · médios à frente · ataque de polpa, pouco brilho · quase sem reverb · dinâmica baixa e constante
A base exige a batida de João: polegar marcando o baixo em pulso constante enquanto os dedos sincopam os acordes fora do tempo, com pestanas de acordes de sétima, nona e alterados que trocam quase a cada compasso.
Quer isso no seu equipamento?
Esses são os ajustes do disco. Diga qual é o seu cubo e a sua guitarra e o Timbrei traduz cada botão pro que você tem na mão — de graça.
Adaptar pro meu equipamento