Asa Branca
Luiz Gonzaga · Single 78 rpm RCA Victor (lançado em 3 de março de 1947) · 1947
A gravação original de 1947 de "Asa Branca" não tem guitarra elétrica: o arranjo é o trio de sanfona, zabumba e triângulo que Luiz Gonzaga consolidou no baião. Como não existe equipamento de guitarra a documentar nessa faixa, os ajustes aqui são estimados a partir do caráter sonoro do baião — limpo seco, médios presentes, ganho praticamente zero, para que a levada percussiva e as baixarias fiquem legíveis. Em violão de nylon ou numa semiacústica no captador do braço o resultado fica mais próximo do idioma nordestino do que qualquer timbre saturado.
De onde vêm esses números: chute com base no som do disco — bom ponto de partida, não é o ajuste oficial
Afinação
Afinação padrão, sem capotraste
Guitarra
- Violão de nylon (acompanhamento acústico)
- Guitarra semiacústica tipo Gibson ES-335 · humbucker · captador do braço
Amplificador
Combo valvulado de canal limpo (tipo Fender Deluxe Reverb)
A gravação de 1947 é de sanfona, zabumba e triângulo — não há guitarra elétrica nela. Para tocar a base, o alvo é um limpo cheio e sem sujeira, deixando o ataque da palheta ou dos dedos definir o baião.
Amplificador
Cubo transistorizado de estudo, canal limpo
Alternativa de baixo custo: mantenha o volume do canal limpo abaixo do ponto de quebra e evite qualquer overdrive, para não perder a clareza das baixarias.
Pedais
- Compressor leve · compressão · sustain 3, level a gosto — só para igualar o ataque das baixarias
- Reverb (plate ou spring curto) · reverb · mix 15–20%, decay curto
Caráter do timbre
limpo e seco · médios à frente · sem ganho · ataque percussivo · agudos moderados
Progressão simples e diatônica em tríades maiores com trocas previsíveis; o desafio é a mão direita, que precisa manter o balanço do baião com o baixo pontuando as tônicas.
Quer isso no seu equipamento?
Esses são os ajustes do disco. Diga qual é o seu cubo e a sua guitarra e o Timbrei traduz cada botão pro que você tem na mão — de graça.
Adaptar pro meu equipamento