Wave
Antônio Carlos Jobim · Wave · 1967
A base de "Wave" é violão de nylon acústico tocado pelo próprio Jobim, captado por microfone no estúdio de Rudy Van Gelder e mantido bem baixo na mistura, quase como percussão harmônica sob o piano e os sopros. Não existe registro público do modelo de violão nem de cadeia de captação desta sessão, então os ajustes aqui são estimados: derivei os controles do som da gravação e da convenção de bossa nova dos anos 60. O segredo do timbre está mais na mão direita — polpa do dedo, sem unha agressiva, dinâmica baixa e constante — do que em qualquer equipamento.
De onde vêm esses números: chute com base no som do disco — bom ponto de partida, não é o ajuste oficial
Afinação
Afinação padrão, sem capotraste
Guitarra
- Violão clássico de cordas de nylon
- Violão de nylon com captador piezo (alternativa moderna) · Piezo sob o rastilho
Amplificador
Captação por microfone condensador (sem amplificador)
O disco foi gravado em julho de 1967 no estúdio de Rudy Van Gelder, em Englewood Cliffs; o violão de Jobim é acústico, captado por microfone e misturado bem discreto sob o piano e a orquestra de Claus Ogerman.
Amplificador
Combo para violão / pré-amplificador acústico (equivalente atual)
Para tocar ao vivo: ganho baixo para não distorcer o piezo, graves cortados para tirar o embolado do corpo do violão e médios à frente, que é onde vive o suingue da batida de bossa.
Caráter do timbre
nylon quente e redondo · ataque suave de polpa · médios à frente · pouquíssimo brilho · seco, com reverb curto · volume discreto na mistura
A batida de bossa exige independência entre polegar (baixo em dois tempos) e dedos (síncope constante), e a harmonia anda por acordes de sexta, meio-diminutos e dominantes alterados com pestana em quase toda a sequência.
Quer isso no seu equipamento?
Esses são os ajustes do disco. Diga qual é o seu amplificador e a sua guitarra e o Timbrei traduz cada botão pro que você tem na mão — de graça.
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